Entrevista Archives - Pluricultura https://pluricultura.com.br/category/entrevista/ Sua fonte de cultura, shows e muito mais! Wed, 21 May 2025 20:44:03 +0000 pt-PT hourly 1 https://pluricultura.com.br/wp-content/uploads/2024/12/cropped-Design-sem-nome-2-32x32.png Entrevista Archives - Pluricultura https://pluricultura.com.br/category/entrevista/ 32 32 Crescimento nos investimentos culturais não impede fechamento de associações https://pluricultura.com.br/crescimento-nos-investimentos-culturais-nao-impede-fechamento-de-associacoes/ https://pluricultura.com.br/crescimento-nos-investimentos-culturais-nao-impede-fechamento-de-associacoes/#respond Wed, 21 May 2025 20:44:01 +0000 https://pluricultura.horatoptv.com.br/?p=900 O Ministério da Cultura (MinC) registrou, no primeiro trimestre de 2025, o recorde de R$ 305 milhões investidos

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O Ministério da Cultura (MinC) registrou, no primeiro trimestre de 2025, o recorde de R$ 305 milhões investidos no setor cultural. No comparativo ao trimestre inicial de 2024, a captação do segmento foi de R$ 178 milhões – um acréscimo de quase 70% em arrecadação.

O recorde de investimentos no setor, via Lei Rouanet, acompanha o crescimento dos projetos culturais ativos no Sistema de Acesso às Leis de Incentivo à Cultura (Salic). No entanto, apesar do impacto econômico expressivo, diversas associações culturais – após surgirem – logo fecham as portas ao enfrentar desafios contábeis que comprometem a sustentabilidade a longo prazo.

A lacuna entre as necessidades contábeis e a contratação de profissionais da área vem preocupando especialistas. Para se ter uma ideia, o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) estima cerca de 500 mil contadores em atividade no país todo, dentro do quadro populacional de 211 milhões de brasileiros.

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Na contramão da receita investida pelo Ministério da Cultura, estudos apontam que a falta de planejamento financeiro é um dos principais erros cometidos pelas organizações. A ausência desse controle compromete a gestão, resultando em pagamentos indevidos, desorganização do fluxo de caixa, dificuldades na prestação de contas e, consequentemente, na perda de credibilidade junto a patrocinadores e órgãos públicos.

A contadora da Brasis Contabilidade, Cristiane Almeida, enfatiza a importância da área na gestão de recursos, planejamento orçamentário, controle de gastos e conformidade fiscal. A prática, segundo a profissional, reduz erros comuns como pagamentos sem o recolhimento de tributos obrigatórios, como INSS e tributos retidos.

“Os principais erros que as associações culturais cometem são pagamentos a prestadores de serviços, com recibo, mas sem recolhimento do INSS e IR. Outro caso recorrente é pagar sem conferir a descrição de serviço e valor nas notas fiscais, ocasionando divergências entre o contratado e o descritivo. Isso pode gerar, até mesmo, divergências nos valores brutos e líquidos”, explica.

Além da redução de erros tributários, Cristiane explica que a contabilidade é essencial no registro adequado do terceiro setor, cumprindo obrigações fiscais e trabalhistas ao sair da informalidade. A profissional destaca que a má gestão financeira é um dos fatores determinantes para a sustentabilidade das organizações, garantindo vida útil para além das datas sazonais.

Com isso, cresce a atenção para a formalização jurídica em associações ou organizações de economia solidária — conforme previsto na Lei nº 15.608, de 2024 —, acompanhada da atualização dos seguintes documentos cadastrais: ata de Assembleia, Estatuto, CNPJ e Alvará de Funcionamento. Esse processo viabiliza parcerias com o poder público no desenvolvimento de atividades culturais, como samba de roda, shows de forró ou rodas de capoeira, realizadas em praças, casas de cultura e outros espaços públicos.

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A especialista afirma que é fundamental tratar os eventos culturais em regiões como o Nordeste, por exemplo, com estratégias financeiras – já que a proximidade com o São João superaquece a economia nacional em mais de R$ 6 bi. Para tanto, a formalização jurídica é essencial para acessar os recursos públicos e desenvolver ações culturais.

“Muitos reclamam que a nossa cultura regional está perdendo espaço para cultura de fora, porém poucos estão se formalizando juridicamente como associações ou economia solidária – na qual ambas as naturezas jurídicas permitem firmar parceria com órgãos da Administração Pública municipal, estadual e federal. Estas são responsáveis por proporcionar os meios de acesso à cultura de acordo o inciso V (quinto) do art. 23 da Constituição Federal, firmando também parcerias com empresas privadas”, elucida.

Por outro lado, as organizações que mantêm sua contabilidade em dia podem acessar esses recursos mediante a documentação regular e sem débitos com o fisco. Com isso, as associações culturais conseguem cumprir suas obrigações legais, tributárias, fiscais e trabalhistas, além de garantir a emissão de certidões municipais, estaduais e federais. Esse processo também assegura o arquivamento adequado e a transparência na prestação de contas, fortalecendo a credibilidade diante de parceiros e órgãos públicos.

“Como a cultura, legislação e contabilidade se interligam, é importante considerar a associação como de fato uma empresa que tem obrigações tributárias. Tendo isso em vista, é essencial investir em consultoria contábil ou contratar profissionais experientes no terceiro setor — grupo das associações culturais. Há uma necessidade alarmante por parte dessas associações em gestão, com garantia de uso correto dos recursos, evitando inadimplência e prejuízos institucionais”, conclui.

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Entre o funk e o anime: a ousadia de MC Maha no cenário geek https://pluricultura.com.br/entre-o-funk-e-o-anime-a-ousadia-de-mc-maha-no-cenario-geek/ https://pluricultura.com.br/entre-o-funk-e-o-anime-a-ousadia-de-mc-maha-no-cenario-geek/#respond Wed, 30 Apr 2025 01:21:21 +0000 https://pluricultura.horatoptv.com.br/?p=789 O nome dele é Dominic Patrick da Costa-Maha, mas você provavelmente o conhece como MC Maha — o

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O nome dele é Dominic Patrick da Costa-Maha, mas você provavelmente o conhece como MC Maha — o funkeiro que fez o mundo nerd rebolar ao som de “Harry Porra e a Bruxinha Rabuda”. Natural de Trinidad e Tobago e radicado em Sobradinho (DF), Maha é um dos maiores representantes do chamado “funk geek” ou “funk nerd”, subgênero que mistura batidas de funk com referências da cultura geek de forma criativa.

A mistura inusitada de funk com o universo de Harry Potter, Naruto, Dragon Ball Z, Game of Thrones e O Senhor dos Anéis garantiu milhões de visualizações no YouTube. Com uma carreira que começou na atuação e até flertou com o axé, o artista encontrou seu espaço ao transformar personagens e histórias consagradas em letras cheias de humor.

Antes do sucesso, MC Maha tentou cursar teatro e Educação Física, mas largou os cursos por dificuldades financeiras. Trabalhou como modelo e até tentou entrar numa banda de axé, mas foi no funk — e nas mãos do produtor DJ WS — que começou o ‘funk geek’. Em 2017, lançou seu maior hit e, desde então, tem construído uma trajetória marcada por inovação, memes e ousadia.

Maha contou que a música mais difícil que já produziu foi “Evangelion Automotivo”, inspirada no anime Neon Genesis Evangelion. “Por conta da própria complexidade do anime em si”, explica. Já a mais tranquila? “O funk da Bettina, que era um meme em alta na época e fluiu rapidinho”.

Em 2024, o artista surpreendeu com a faixa “Eita Saudade”, uma fusão envolvente de afrobeats com baião.

“Foi uma música que fiz pra mim mesmo. Misturar o afrobeat veio naturalmente no processo de produção, porque gosto muito do estilo e queria manter a essência do baião”.

O resultado foi uma faixa carregada de emoção e brasilidade, mostrando que Maha sabe sair da caixa — e fazer isso com maestria.

Criatividade sob pressão

Reconhecido como um dos artistas mais criativos do funk brasileiro, Maha admite que o sucesso vem com um peso.

“Me sinto um pouco preso pelo fato de sempre ter que entregar algo criativo, mas ao mesmo tempo livre pra poder ser o mais ridículo possível também. É uma estrada bifurcada”.

Mas é justamente essa dualidade que torna seus shows tão únicos. Sobre as apresentações especiais em Fortaleza e Recife para o Bailão Nerd, ele promete:

“Vou fazer com toda a minha alma. Quando a gente coloca o coração nas coisas, as chances de ficar algo bonito sempre são maiores”.

Crescimento nerd no rolê

Para MC Maha, o crescimento das festas temáticas voltadas para o público geek é uma oportunidade valiosa para artistas: “Abre portas pra nós desse meio que não tínhamos tanto espaço assim pra realizar apresentações”, afirma. E se você acha que ele já explorou todos os universos possíveis, saiba que ainda tem planos para o futuro.

“Um universo que eu gostaria muito de explorar musicalmente, mas ainda não consegui, é o do Rick and Morty”.

Críticas, haters e repercussão

Em tempos de opiniões divididas nas redes sociais, MC Maha reconhece que o humor nas paródias pode gerar reações intensas:

“O pessoal vem xingar o tempo inteiro, mas quando não estou sendo criticado é porque não estou alcançando limites fora da bolha, porque quem já me acompanha gosta. Então o hate pra mim é um indicativo de crescimento”.

Foi com Harry Porra e a Bruxinha Rabuda que ele sentiu o impacto do próprio alcance:

“Eu percebi a proporção quando vi o Whindersson postando ‘Wingardiim Levi rola’ no Twitter e quando o Felipe Neto fez react”.

A presença de outros criadores de conteúdo reagindo ao seu trabalho aumentou o número de ouvintes.

Funk é resistência

Quando o assunto é preconceito com o gênero, MC Maha não foge da reflexão crítica:

“O funk é um estilo que não cobra o estereótipo padrão que outros estilos impõem ao mercado. Pra ser funkeiro, você não precisa ser bonito, estudado ou ter aula de canto. Basta se encontrar no ritmo e botar sua voz com sua energia. Isso abre espaço pra quem não tem oportunidades ou recursos, mas ainda assim consegue alcançar sucesso com força de vontade e talento. Ele é inclusivo, e as pessoas mais apegadas a uma ideologia elitizada geralmente atacam o estilo por ele trazer esse estereótipo do favelado, do pobre, do preto. (O funk) Ainda está lutando para sair desse estigma de negatividade ao qual foi atribuído, ligado ao nosso racismo cultural interno, ainda descendente da psiquê colonialista que aos poucos vamos entendendo e tentando desprender de nós”.

Enquanto novos lançamentos vêm aí, siga o mestre do funk nerd no Instagram e no X/Twitter (@mcmaha_oficial) e nas plataformas de música para não perder nada.

Parceria com Luca Moreira

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Jão anuncia pausa na carreira: “Quero virar um fantasma” https://pluricultura.com.br/jao-anuncia-pausa-na-carreira-quero-virar-um-fantasma/ https://pluricultura.com.br/jao-anuncia-pausa-na-carreira-quero-virar-um-fantasma/#respond Tue, 21 Jan 2025 14:55:55 +0000 https://pluricultura.horatoptv.com.br/?p=542 No último domingo (19), o cantor Jão anunciou uma pausa em sua carreira durante entrevista ao programa Fantástico,

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No último domingo (19), o cantor Jão anunciou uma pausa em sua carreira durante entrevista ao programa Fantástico, da TV Globo. A decisão veio após o encerramento da bem-sucedida “Superturnê”, que teve seu último show realizado no sábado (18), no Allianz Parque, em São Paulo.

Durante a entrevista, Jão, de 30 anos, expressou o desejo de “virar um fantasma” e aproveitar momentos simples da vida, como estar com amigos e seus gatos. Ele destacou a importância dessa pausa para sua saúde mental e bem-estar, mencionando que a decisão foi apoiada por pessoas próximas. O cantor também compartilhou inseguranças sobre sua carreira, afirmando que sempre sobe ao palco com o receio de que tudo possa ser tirado dele a qualquer momento.

O show de encerramento da “Superturnê” no Allianz Parque foi marcado por momentos emocionantes e uma produção grandiosa. Com lotação máxima, Jão fez um setlist em atos que representavam os quatro elementos — Terra, Ar, Água e Fogo — e percorreu todas as fases da carreira do cantor, com músicas de seus quatro álbuns: “Imaturo”, “Meninas e Meninos”, “Pirata” e “Super”.

A “Superturnê” foi um marco na carreira de Jão, consolidando-o como um dos principais nomes do pop brasileiro contemporâneo. A pausa anunciada reflete a busca do artista por equilíbrio pessoal e profissional, visando retornar aos palcos com ainda mais energia e criatividade.

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